sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Congresso promulgada lei que reestrutura carreira na PF

O Congresso Nacional transformou em lei a Medida Provisória 650, que foi editada em julho deste ano para reestruturar a carreira de policial federal e conceder aumento salarial para a categoria.


A nova lei, promulgada pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União, define que a "Carreira Policial Federal é composta por cargos de nível superior, cujo ingresso ocorrerá sempre na terceira classe, mediante concurso público, de provas ou de provas e títulos, exigido o curso superior completo, em nível de graduação, observados os requisitos fixados na legislação pertinente".
De acordo com a lei, o valor do subsídio de agente, escrivão e papiloscopista, da classe especial, por exemplo, passa de R$ 11.879,08 para R$ 13.304,57, a partir do dia 20 de junho, subindo novamente para R$ 13.756,93, em 1º de janeiro do ano que vem.
Servidores enquadrados em outras classes da carreira também são beneficiados com reajuste salarial. O texto ainda aumenta o valor de gratificação de desempenho de perito federal agrário. A lei ressalva que "os pagamentos dos aumentos remuneratórios" são condicionados à existência de dotação orçamentária e autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Fonte: JB/Estadao Conteudo;paulorobertonauniao.blogspot.com 

sábado, 25 de outubro de 2014

O Exército na Copa.


 

Exército descontamina aeronave que transportou paciente com suspeita de ebola


Imagem: EB
O Exército Brasileiro realizou uma missão quase inédita este mês. Ficou a cargo do 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, localizado no Rio de Janeiro, descontaminar a aeronave Learjet da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportou um paciente da Guiné, na África, com suspeita de infecção por ebola.
De acordo com o comandante da organização militar, tenente-coronel Márcio Luis do Nascimento Abreu Pereira, essa foi a primeira operação da atualidade, com risco de contaminação por produto letal. “Procedimentos deste tipo não aconteciam desde 1987, quando ocorreu o acidente radiológico com Césio-137, na cidade de Goiânia (GO)”, disse.
A equipe responsável pela limpeza do jato executivo foi composta por sete homens da Força Terrestre, sob a chefia do tenente Douglas Silva Frango. Equipados com roupas de segurança, oficiais e soldados atuaram durante cinco horas na descontaminação.
“Só o painel demorou uma hora e meia no total. O trabalho é bem desgastante emocional e fisicamente”, acrescentou o tenente-coronel Abreu. Toda a atividade aconteceu no pátio da Base Aérea do Galeão (RJ), onde o avião estava estacionado isoladamente.

Produtos utilizados
Estudo preliminar, feito pelo efetivo empenhado na missão, indicou a necessidade de descontaminar o Learjet em duas fases: interna e externa.
Para o interior, a equipe usou o LDV-X, material recém-adquirido pelo Exército. Ele consiste em um sistema de nebulização, onde o produto é aplicado para neutralizar a ação de agentes químicos e biológicos. No painel da aeronave foi utilizado o SX 34 – substância específica para equipamentos sensíveis.
Já na parte externa, o grupo empregou o PRNDS 12 Mil para aplicar o BX 40. O solo também precisou de tratamento, com o agente BX 24. Ele funciona para prevenção do terreno. Todas essas substâncias apresentam certificado internacional e não geram resíduos prejudiciais ao meio ambiente.
Para o comandante do 1º Batalhão, a operação trouxe “sentimento de responsabilidade ao fazer os procedimentos corretos aprendidos em treinamentos e serviu para aprimorar as técnicas de descontaminação”. “A equipe está orgulhosa da missão”, finalizou.

Fonte > MD/montedo.com

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

General Santos Cruz: Congo é quase cem vezes maior que o Haiti e dimensão dos problemas é muito grande.

MUNDO: GENERAL BRASILEIRO ENFRENTA GRUPOS ARMADOS EM MISSÃO DA ONU NO CONGO

General Santos Cruz comanda missão da ONU no Congo (Imagem: ONU/Monusco)
Fábio Piperno
Nos últimos anos, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz jamais teve vida fácil. De setembro de 2006 e abril de 2009, comandou a Minustah, a missão de paz da ONU para o Haiti. A bem-sucedida experiência no país centro-americano o levou para um trabalho ainda mais desafiador. Desde o ano passado, o militar gaúcho, de 62 anos, lidera a Monusco, a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo.
Dono de uma das mais ricas e cobiçadas províncias minerais do mundo, o país africano é também o cenário onde operam dezenas de grupos armados e o precário abrigo para multidões de refugiados, exilados pelos conflitos étnicos, políticos e militares registrados nas nações vizinhas.
Em entrevista para o bandnewstv.com.br o general falou sobre a missão, os conflitos militares já enfrentados e qual é a situação em um país até agora incapaz de transformar suas riquezas em benefícios para a população.

General, qual é o prazo de duração da Monusco?
General Santos Cruz - Não existe essa previsão. A missão tem o objetivo de colaborar com a paz e a estabilização do país.

Desde quando o senhor está no Congo?
SC - Estou aqui desde maio do ano passado.

Quantos brasileiros estão com o senhor?
SC - Temos um pequeno grupo de 6 militares, que fazem parte do meu estafe pessoal. Vim para cá sozinho, mas depois o Brasil mandou mais seis militares. A ONU dá esse direito ao país que lidera a missão.

Qual é o contingente que o senhor lidera hoje?
SC - Tem aproximadamente 20 mil homens, de 18 países.

Qual é o cenário que o Congo apresenta?
SC - O Congo é um país de grande extensão (2 344 858 de quilômetros quadrados, quase da extensão da Argentina). Tem poucas ligações, poucas estradas e é bastante desconectado em seu interior. É um país extremamente rico em recursos minerais. Então, na história se desenvolveu uma série de grupos armados entre etnias diferentes. E essas etnias têm as disputas alimentadas por interesses políticos e financeiros. Então há um quadro de violência muito grande e quem sofre com isso é a população civil. Atuam no país pelo menos 30 grupos armados.

Além dos grupos armados que atuam dentro do país, o Congo tem uma vizinhança hostil. Como é o enfrentamento à ameaça externa?
SC - Na realidade, não se trata de uma ameaça externa. O que há hoje é a participação de alguns vizinhos nos problemas congoleses através de grupos armados, que às vezes estão aqui dentro do Congo. Há grupos armados que cometem atrocidades contra populações civis. Mas eles têm uma agenda política que não é contra o Congo, mas contra países vizinhos. Então é tudo muito confuso. Os problemas aqui não são do Congo. Aqui no leste do país, são problemas regionais.

Onde é que sua missão está baseada e onde o senhor mora hoje?
SC - Os problemas de violência do Congo, de grupos armados, estão todos na parte leste do país, onde começa a fronteira com o Sudão do Sul e vem descendo para Uganda, Ruanda, Burundi e Tanzânia. Eu fico baseado na cidade de Goma, na fronteira entre o Congo e Ruanda, na beira do lago Kivu. É uma região muito bonita, com lagos imensos, os maiores do mundo. É aqui onde estão os principais problemas.

A sua relação com o governo do Congo é cordial?
SC - Uma das obrigações da missão, e nossas obrigações estão estabelecidas no mandato emitido pelo Conselho de Segurança da ONU, é apoiar a autoridade do governo do Congo. É obrigação nossa e o relacionamento é muito bom. Na parte militar, praticamente todas as nossas operações são conjuntas com as Forças Armadas do Congo. Os resultados são obtidos por conta dessa boa coordenação com as Forças Armadas deles. Não seria possível obter resultados dentro do país sem essa coordenação.

General, sabe-se que o Congo, embora seja um país com uma das maiores províncias minerais do mundo, ainda é bastante pobre. Como é hoje o funcionamento das instituições do país?

SC - Você tocou em um ponto chave. O Congo tem uma riqueza impressionante, mas essa riqueza não beneficia a distribuição de renda e a prestação de serviços públicos para a população que sofre muito, não só com a pobreza, mas também com a violência dos grupos armados. Nos últimos 20 anos se calcula que de 5 a 6 milhões de pessoas morreram em consequência do conflito. As instituições são muito frágeis em um muito grande, com lugares remotos, onde não há quase nenhum representante do Estado, como Forças Armadas, polícia, poder judiciário, delegacia e sistema educacional organizado. Então, em muitos lugares não há a presença do Estado. Isso facilita o surgimento de grupos armados locais.

O senhor classifica a situação no Congo mais complexa do que a encontrada no Haiti?
SC - A situação do Congo considero politicamente mais complexa. A dimensão dos problemas também é muito grande. E o Congo é quase cem vezes maior que o Haiti. Os atores políticos são muito mais numerosos em uma região traumatizada por massacres étnicos, como o genocídio de Ruanda. É uma história marcada por muita violência em grande escala.

Como é a situação de refugiados que foram para o Congo? Esses grupos são ainda muito numerosos?
SC - Os refugiados estão aqui desde a época do genocídio de Ruanda em 1994, quando ocorreu o massacre dos tutsis pelos hutus. Houve uma fuga de muitos hutus, o domínio do governo de Ruanda pelos tutsis e um deslocamento para cá. Ainda hoje há cerca de 230 mil refugiados da etnia hutu. E há outros pequenos grupos, principalmente perto da fronteira com a República Centro Africana, por conta dos problemas que o país está vivendo. Mas existe um problema ainda mais grave, que é a dos deslocados internos. São as pessoas que saem das suas casas e abandonam suas vilas para ir para campos não de refugiados, mas de deslocados. Há hoje praticamente 3 milhões de pessoas nessa condição.

A missão que o senhor comanda atua em um país de muitos problemas, com vários grupos hostis. E provavelmente a missão já esteve próxima de algum tipo de confronto. Os senhores já foram atacados por algum grupo de guerrilha?
SC - Já. Tivemos grandes confrontos. Ano passado, enfrentamos o grupo mais forte que já apareceu na história do Congo, o M23 (movimento 23 de Março), que era praticamente um exército regular. Tinha o comportamento de um exército regular. A batalha contra o M23 foi no estilo clássico de segunda guerra mundial. Já tivemos vários conflitos. Mas foi o único com o estilo clássico de conflito. Ocorreram outros confrontos menores, porque a partir daquele momento os grupos armados não quiseram mais a opção de um confronto direto. Tivemos vários combates e todo dia tem que tomar cuidado. Estamos preparados para isso. Faz parte da nossa atividade.

Fonte > BAND NEWS/montedo.com

Exército descobre capitão cubano infiltrado no programa 'Mais Médicos'.

CUBA INFILTROU MILITARES NO PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Cláudio Humberto

Informe reservado “Mensagem Direta de Inteligência” (MDI) ao ministro Celso Amorim (Defesa) atestou que a ditadura cubana infiltrou militares no programa Mais Médicos. A descoberta foi da Base de Administração e Apoio do Ibirapuera, do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, que recebe gente do Mais Médicos. Ouvido, um suspeito confessou ser capitão do Exército cubano, e que não está sozinho. Amorim nada fez.

PINTA DE MILICO
Militares brasileiros desconfiaram do “médico” por seus hábitos de caserna (cama sempre arrumada, por exemplo). Era o capitão cubano.

CONVOCAÇÃO
A infiltração de militares no Mais Médicos repercutiu na Câmara. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) quer convocar Amorim a se explicar.

CÓPIA AUTÊNTICA
Bolsonaro avisa que não adianta Celso Amorim negar a existência do informe reservado que lhe foi enviado: ele obteve cópia do documento.

Fonte > DIÁRIO do PODER/montedo.com

Maré: militar é ferido em tiroteio com traficantes

Militar é ferido durante intenso tiroteio no Complexo da Maré

Segundo a Força de Pacificação, confronto aconteceu durante patrulhamento de rotina
Hoje pela manhã, Fuzileiros Navais revistavam todos os carros que saiam da favela (Imagem: Globo Rio)

Rio - Um militar ficou ferido após ser atingido por dois tiros de raspão, na tarde desta terça-feira, após confronto com suspeitos de tráfico no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. De acordo com o Comando da Força de Pacificação, ele foi atendido e não corre risco de morrer.
O tiroteio começou durante patrulhamento de rotina dos militares na região, ao encontrarem homens armados na região. Ninguém foi preso. Os militares fazem buscas pelo paradeiro dos bandidos.
As revistas de carros, motos e vans estão mais intensas na manhã desta quarta-feira (15), nos acessos ao Conjunto de Favelas da Maré.
Todos os veículos são revistados porque há informações de que um dos criminosos foi ferido e poderia ser resgatado por outros criminosos. Ele poderia sair da comunidade escondido dentro do porta-malas de algum carro.

Fonte > O DIA/G1/montedo.com

Mulheres terão de cumprir serviço militar obrigatório, isso na Noruega

Mulheres norueguesas terão de cumprir serviço militar

As mulheres norueguesas terão de passar a cumprir serviço militar obrigatório. A lei do serviço militar obrigatório foi aprovada pelo parlamento da Noruega na terça-feira, 14 de outubro.
Segundo informa a Bloomberg, todas as mulheres do país que tenham nascido a partir de 1997, inclusive, terão de cumprir serviço nas forças armadas ao atingir os 19 anos de idade.
Dessa forma a Noruega se tornou no primeiro país da Europa a recrutar as mulheres de forma obrigatória. Entretanto, a idade de recrutamento cessa aos 44 anos de idade. O prazo do serviço militar terá a duração de sete a 19 meses.
Até agora na Noruega, tal como na maioria dos países europeus, as mulheres podiam cumprir serviço nas forças armadas como voluntárias. O serviço militar é obrigatório para as mulheres em Israel, na Coreia do Norte e na Malásia.

Fonte > VOZ DA RÚSSIA/montedo.com

ONU reduz à metade número de militares no Haiti com previsão para março de 2015

O Conselho de Segurança renovou nesta terça-feira por mais um ano a Missão da ONU no Haiti (Minustah), mas reduziu à metade o número de militares.
Em uma resolução adotada por unanimidade, o Conselho decidiu "prorrogar até 15 de outubro de 2015 o mandato da Minustah, com a intenção de continuar renovando-o".
Seguindo recomendações do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o Conselho reduziu a quantidade de militares autorizados na missão de 5.021 soldados para 2.370, enquanto o contingente policial continuará sendo de 2.601 homens.
O corpo executivo das Nações Unidas considera que "a situação em termos de segurança permaneceu relativamente estável em seu conjunto e melhorou um pouco".
No entanto, diplomatas informaram que Argentina e Chile, que fornecem tropas à Minustah, expressaram reservas sobre essa redução. Consideram que a segurança no Haiti ainda é precária, em meio a um bloqueio político à espera da realização das eleições de 2015.
Outros países com tropas no Haiti, como Equador e Honduras, manifestaram a mesma preocupação.
Levando isso em conta, a resolução estabelece que a maior parte da redução de tropas será realizada apenas depois de um relatório de Ban Ki-moon previsto para março de 2015.
Ban sugeriu que a missão da ONU pode cair para 800 homens após a eleição presidencial no Haiti.
As tropas da ONU foram enviadas para o país em 2004, após a queda do presidente Bertrand Aristide que mergulhou o país na violência entre grupos armados rivais.
A força das Nações Unidas chegou a ter 9.000 homens, antes do terremoto devastador de janeiro de 2009 que reduziu a ruínas grande parte da capital, Porto Príncipe.

Fonte > AFP/montedo.com

domingo, 12 de outubro de 2014

Operação Amazônia aprimora interoperabilidade das Forças Armadas


Começou nesta sexta-feira (10) mais um exercício militar no qual Marinha, Exército e Força Aérea, de forma integrada, aprimoram a doutrina de proteção e soberania da área de maior biodiversidade do planeta: a região Amazônica. Até o próximo dia 21/10, sob o comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) do Ministério da Defesa, uma série de atividades vai demonstrar a capacidade de dissuasão das nossas Forças Armadas na garantia da integridade da floresta tropical.
Esta é a terceira edição da Operação Amazônia, que reúne 4 mil militares das forças singulares e terá como teatro de operações as cidades de Manaus, Boa Vista e Normandia – a cerca de 180 km da capital de Roraima.
O objetivo da Operação Amazônia é aperfeiçoar a logística e os métodos operacionais das forças singulares. “É uma excelente oportunidade de manter a capacidade operativa das tropas brasileiras na região, sempre a fim de garantir a soberania nacional. Além de aprimorar a interoperabilidade das Forças Armadas”, explicou o general Eduardo Paiva Maurmann, chefe do Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia.
A operação inclui ações de controle de tráfego fluvial e proteção de estruturas críticas, como estações de energia e barreiras; operações terrestres ofensivas e defensivas; lançamentos de paraquedistas; defesa antiaérea; tarefas de interdição e de combate e coordenação do espaço aéreo. Além disso, serão realizadas ações cívico-sociais junto às comunidades ribeirinhas.
Entre os equipamentos que serão empregados no exercício estão helicópteros Blackhawks, navios-patrulha fluviais, blindados Cascavel, baterias antiaéreas de baixa altura Igla e Guepardi, os caças A-29 Super Tucano e o cargueiro C 130.
Esta é a terceira edição do treinamento, que aconteceu em 2011 e 2012 na região norte. Este último, na foz do rio Amazonas, envolveu os estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Acre.

Arte: Pedro Dutra - Fotos: Tereza Sobreira - (AsCom MD)
Fonte > DEFESA/montedo.com

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Maré: presença militar não evita pressão de criminosos.


Moradores tentaram evitar cobertura da imprensa no Complexo da Maré (RJ)
(Agência Brasil)
Cerca de 400 mil agentes das forças de segurança foram mobilizados para garantir o direito ao voto nas eleições presidenciais deste domingo, mas, pelo menos em uma favela da cidade do Rio de Janeiro, esse reforço não evitou a pressão dos criminosos sobre a imprensa.
"Não gravem nem tirem fotos. Por mais que falem, a favela não está pacificada. Não gravem a gente", advertiu um morador do Complexo da Maré para um grupo de repórteres que pretendiam ir até uma das seções eleitorais no interior da comunidade, entre eles um fotógrafo e um cinegrafista da Agência Efe.
A advertência foi feita no conjunto de favelas onde há a presença de militares e era possível ver caminhões com vários deles armados com fuzis e equipados com todo tipo de material de guerra, além de um helicóptero, que sobrevoava a área constantemente.
O Complexo da Maré é um dos lugares da cidade que está em processo de pacificação e está previsto que o governo do Rio de Janeiro instale uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no local no início do ano que vem.
A presidente Dilma Rousseff assinou há exatamente um mês um decreto que permite a permanência até dezembro deste ano de 2,4 mil integrantes do Exército na Maré, onde vivem 130 mil pessoas e cujo controle foi tirado dos traficantes de drogas em maio, dois meses antes do início da Copa do Mundo.
O grupo de repórteres que fazia a cobertura sobre a presença das forças militares na comunidade foi advertido em várias ocasiões que era melhor que saíssem dali, já que havia gente que "não gosta" de ser fotografada ou filmada.
Assim como essas advertências, também aconteceram críticas à atividade dos jornalistas que, segundo cidadãos da comunidade, não mostram quando seus direitos são violados pelas forças de segurança.
Durante o percurso pela comunidade, os repórteres se deslocaram em dois veículos e, quando desceram dos carros no cruzamento de duas ruas, alguns moradores da comunidade começaram a "brincar" com a presença dos jornalistas elevando o tom de voz e vaiando em sinal de reprovação.
Num certo momento, um repórter fotográfico da Efe foi repreendido nesse cruzamento por uma mulher que gritava nervosa porque tinha feito uma fotografia de um homem que se encontrava em um terraço.

O fotógrafo ficou em um cruzamento para obter imagens de dois caminhões militares e, no momento em que os veículos seguiram seu caminho, alguns moradores acharam que estavam sendo fotografados.
Os repórteres só puderam continuar seu trabalho após mostrar que as imagens captadas por suas câmeras eram dos caminhões militares.
Na cidade do Rio de Janeiro foram mobilizados 30 mil agentes para garantir a segurança das votações e só para o Complexo da Maré foram enviados 2,5 mil policiais.

Fonte > EFE/montedo.com