quinta-feira, 21 de maio de 2015

Tesourada! União corta 50% do orçamento da Defesa

União reduz pela metade gastos com Política Nacional de Defesa


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Marina Dutra

O ajuste fiscal atingiu em cheio os repasses para a Política Nacional de Defesa (PND), programa coordenado pelo Ministério da Defesa que engloba as ações destinadas à defesa nacional. Até o fim de abril, apenas R$ 2,2 bilhões foram destinados às iniciativas da PND, valor que corresponde a 12% do orçamento autorizado para o programa durante todo o exercício – R$ 18 bilhões.
A quantia repassada ao Ministério da Defesa para a gestão do PND é inferior em mais de 50% ao transferido para o órgão até o mês quatro de 2014. No exercício passado, R$ 4,7 bilhões já haviam sido aplicado nas iniciativas do programa.
Voltada essencialmente para ameaças externas, a Política Nacional de Defesa estabelece objetivos e orientações para o preparo e o emprego dos setores militar e civil em todas as esferas do Poder, em prol da defesa nacional.

Questionado sobre a queda nas aplicações, o Ministério da Defesa não respondeu a solicitação do Contas Abertas. No entanto, o impacto do corte pode ser notado na execução orçamentária de várias ações.
O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), por exemplo, recebeu até abril apenas 2% (R$ 32,4 milhões) do valor autorizado para a iniciativa no Orçamento – R$ 1,7 bilhão. O restante do recursos repassados ao SISCEAB (R$ 296,1 milhões) corresponde a quitação de despesas de exercícios passados (restos a pagar).
O atraso nos pagamentos à iniciativa compromete a circulação segura do tráfego aéreo civil e militar no espaço aéreo brasileiro, pois a iniciativa tem como objetivo a ampliação da capacidade de defesa aérea, o controle do espaço e a segurança do voo.

Outra iniciativa cujos repasses estão praticamente parados é a que prevê a implantação de estaleiro e base naval para construção e manutenção de submarinos convencionais e nucleares. Dos R$ 1,1 bilhão autorizados pela Lei Orçamentária para a ação, apenas 8% foram desembolsados até abril (R$ 89 milhões). O valor inclui os restos a pagar pagos. No ano passado, R$ 776,4 milhões já haviam sido aplicados na iniciativa no mesmo período.
As ações de aquisição e desenvolvimento do Cargueiro Tático de 10 a 20 toneladas, em sua versão de reabastecedor aéreo (Projeto KC-X), também foram prejudicadas pelos cortes. A iniciativa recebeu até abril R$ 114 milhões, valor que corresponde a 7% dos R$ 1,6 bilhão liberados para o projeto. No mesmo período do ano passado, R$ 260,5 milhões já haviam sido repassados.

Na versão civil, o cargueiro destina-se ao atendimento da necessidade de transporte de carga das empresas aéreas comerciais nacionais e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) na reformulação da Rede Postal Noturna (RPN).
Os R$ 1 bilhão autorizados no Orçamento de 2015 para a aquisição de 36 aeronaves de caça com armamentos, simuladores de voo e outros serviços de integração de sistemas nem chegaram a ser empenhados (comprometidos para pagamento posterior).
Os recursos têm como finalidade a manutenção da capacidade da Força Aérea Brasileira de realizar suas missões constitucionais de defesa do espaço aéreo nacional.
Confira aqui tabela com outras ações da PND.

Investimentos 
Considerados apenas os investimentos, o Ministério da Defesa foi o mais afetado pelas retrações que atingiram 23 órgãos. A Pasta aplicou R$ 2,8 bilhões a menos no primeiro quadrimeste deste ano, em relação ao mesmo período de 2014. As aplicações passaram de R$ 4,4 bilhões para R$ 1,6 bilhão.
O órgão afirmou que o atraso na aprovação do orçamento teve impacto na redução dos investimentos, mas não respondeu se o corte atrapalhou o andamento das ações do Ministério.

Fonte > Contas Abertas/montedo.com

Militares tiveram aumento médio de 30 % acima da inflação, diz ministro

Os projetos estratégicos não serão interrompidos, assegura Wagner

Ministro Jaques Wagner (esq.) cumprimenta o Deputado Izalci (PSDB/DF) - (Imagem: CNBQ)
Em entrevista nesta quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, informou que negociará até o ultimo momento com a Presidência da República melhores condições de contingenciamento do orçamento para a sua Pasta. Wagner explicou que as conversas envolvem também a equipe econômica (Ministérios da Fazenda e Planejamento) e a Casa Civil. O ministro argumentou que o objetivo é que não haja descontinuidade dos programas considerados estratégicos para as Forças Armadas.
Jaques Wagner esteve na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN) onde participou de audiência pública sobre as ações da pasta e das Forças Armadas. Durante quase quatro horas, Wagner falou sobre projetos estratégicos, importância militar para o país, salários e orçamento, entre outros temas. Ao deixar o plenário da comissão, o ministro conversou com os jornalistas.

“Os nossos projetos estratégicos não podem sofrer descontinuidade. Podem até sofrer, vamos dizer assim, uma velocidade um pouco menor por conta do que a gente está atravessando, e eu reconheço a necessidade do ajuste. Agora não podemos descontinuar nenhum programa desses que são estratégicos na Defesa, seja da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, porque para você colocar em pé um projeto desse demora, mas para você descontinuar e acabar com ele é rápido”, afirmou.

Por sua vez, o ministro Wagner reconheceu que essa situação não é exclusiva do Brasil. Ele lembrou que recentemente, em viagem oficial à França, conversou com o ministro da Defesa daquele país, Jean Jean-Yves Le Drian, quando recebeu o seguinte comentário do colega: “olha, os projetos nossos, são projetos de 10, 20 anos, então você faz uma decisão, às vezes muda o governo, tem outra compreensão ou você tem um momento de maior perda da economia, então você preserva e eventualmente, sem acelerar”, reproduziu.

Kelma Costa. Ivone Luzardo, Mírian Stein e Genivaldo Silva junto a outras lideranças (Imagem: CNQB)
Em seguida, o ministro Jaques Wagner emendou: “Então, é esse o trabalho que eu estou fazendo. Eu ainda não tenho conhecimento definitivo dos números. Isso deverá ser passado para cada ministro, entre hoje e amanhã, na sexta-feira (22) vem a público. Ai a partir daí é que nós vamos trabalhar. Mas eu ainda estou trabalhando defendendo o orçamento do Ministério da Defesa”.

A seguir trechos da entrevista do ministro Jaques Wagner:
Repórter – Quais são os projetos que não podem ser descontinuados?
Ministro – Os projetos estratégicos, por exemplo, você tá fazendo um submarino, esse é um programa de 5, 10, 15 anos. Se eu parar e perder toda a mão de obra qualificada, como é que eu retomo isso? A retomada é muito difícil. E quando você tem, por exemplo, um programa aeroespacial, como é que você para a construção de um satélite? Então, esses projetos, eu tenho certeza que a Presidência da República e os ministros responsáveis pelas finanças, têm consciência. Esses projetos não podem ser parados. 

É diferente de um projeto pontual. Você vai fazer uma, duas, três pontes. Você fez uma, não tem dinheiro para segunda, você não faz. Aquilo não é um projeto que está multiplicado. É um projeto único, de longo curso. Os projetos na área de defesa, a tomada de decisão, muitas vezes levam 6, 7, 8 anos, e a concretização, por exemplo, o projeto de submarino nosso vai até 2025. Então, um subprojeto desse, repito, se eu tenho uma dificuldade, eu posso ter uma repactuação nos contratados para fazer em uma velocidade menor, mas não posso descontinuar porque senão vou perder toda inteligência construída.

Repórter – Sucateamento das Forças Armadas, os baixos salários, como o senhor pretende resolver na sua gestão esses problemas?
Ministro – Essa constatação não é de hoje. O fato é o seguinte. O Brasil é um país que não tem problemas no ponto de vista bélico, propriamente. Então, às vezes, não há uma consciência das pessoas que a 7ª, 8ª economia do mundo com esse patrimônio natural que nós temos no mar, na terra da Amazônia, que ela precise ter Forças Armadas bem qualificadas. Esse sentimento que é muito simplório para responder o que corresponde a 7ª economia do mundo, fez com que, ao longo do tempo, fosse deixando muita coisa sucatear. 

Mas eu posso garantir que hoje, disse isso aos parlamentares, estamos num processo de recuperação, seja de qualificação, seja da questão salarial que teve reajuste, inclusive acima de outros segmentos do executivo, seja na questão do equipamento. Se você perguntar para qualquer membro das Forças, seja Marinha, Exército ou Aeronáutica, nenhum deles vai dizer que está satisfeito. E não estão porque tem um horizonte de chegar mais longe, mas todos eles reconhecem que, ninguém sonhava em ter um submarino de propulsão nuclear, ninguém sonhava em ter um caça compartilhado de tecnologia sueca e brasileira. E eles são realidade. 

Então, o que eu digo é o seguinte, a dor do contingenciamento, pela necessidade de continuar crescendo, não vai impactar no sentindo de interromper isso. Nós estamos em um processo claro de reequipamento das Forças, mas eu insisto, talvez, se fossemos um país que vivêssemos em guerra, eu não precisava explicar para o público ou para Câmara que eu preciso de um orçamento maior. Mas como você é um país que não tem essas ameaças, às vezes as pessoas perguntam “ué, não é melhor investir em educação?”. Eu digo: quem tem o patrimônio que nós temos tem que ter o poder de dissuasão, senão a gente acaba perdendo a capacidade.

Repórter – E com relação aos baixos salários?
Ministro – É isso que eu lhe disse. Eles estão sendo recompostos e eles sabem que estão sendo recompostos. Nós temos, ao longo dos últimos 13 anos, 12 anos, um aumento médio de 30% acima da inflação, então isso é recomposição salarial, mas é claro, eu digo sempre, a vida inteira e hoje eu vivo de salário. Salário de ministro e de operário que era. Nenhum salário é bom. O salário todo que a gente ganha, a gente quer ganhar melhor e eu acho que é legitimo essa demanda dos militares. Eu estou aqui para trabalhar por ela e pela qualificação deles e pelo reequipamento das Forças.

Repórter – E quanto a necessidade de atualização da Estratégia e Política Nacional de Defesa?
Ministro – Isso é, eu diria, quase que uma coisa corriqueira. Desde que nós resolvemos criar o Ministério da Defesa, aderindo ao que há de mais moderno no conceito de defesa nacional, depois nós criamos os documentos básicos da Defesa, o Livro Branco, a Estratégia Nacional e a Política Nacional de Defesa. E já está previsto, que de 4 em 4 anos, essa revisão tem que ser feita. Estamos em curso dessa revisão, que eu chamei de atualização e a dinâmica da tecnologia é muito grande. Por isso, é sempre importante você está revisitando o cenário geopolítico e atualizando sua estratégia. (R. A.)

Fonte > DEFESA/montedo.com

SALÁRIO DOS MILITARES pagamento da dívida dos 28,86% Audiência na Comissão de Relaç. Exteriores e Defesa. Como foi.

20/05/2015
SALÁRIO DOS MILITARES. Audiência realizada no dia 20/05/2015 na Comissão de Relaç. Exteriores e Defesa. 
O Ministro Jaques Wagner mais uma vez disse que os militares tem como meta preservar a Constituição Federal, obviamente tentando desestimular os grupos que pedem Intervenção Militar.
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Quanto ao salário dos Militares.
O deputado Izalci (Distrito Federal) pediu ao Ministro da Defesa que se posicione de forma clara sobre a questão salarial dos militares federais e o plano de carreira ainda inexistente para muitos militares.  
O DEPUTADO TUCANO disse que há anos a categoria não recebe reajustes razoáveis por pura  falta de interesse do governo federal.
Durante audiência pública, o deputado federal Izalci interpelou o ministro também sobre o pagamento da dívida de 28,86% com os militares. O deputado, que obteve  êxito ao destinar R$ 20 milhões em emenda parlamentar para que o governo faça a quitação do montante, reclamou que apenas os militares que recorreram à Justiça conseguiram receber os proventos. “Não é justo não pagar aos que não recorreram. Precisamos de um entendimento de como pagar isso. É uma dívida que existe e que o Estado precisa pagar”, defendeu.
O parlamentar ressaltou que Exército, Marinha e Aeronáutica têm papel fundamental na defesa nacional e em diversas ações que vão desde a execução de obras, combate a endemias e promoção da segurança. “Tudo que não se consegue resolver nesse país se chama as Forças Armadas, que precisam de reconhecimento”, cobrou.
Os militares presentes na audiência apoiaram o deputado tucano quando ele pediu ao ministro que reveja os pagamentos da Salário Família, que hoje é de R$ 0,16.
“Se não querem pagar, tira logo isso, porque dezesseis centavos não pagam nem a tinta usada pra colocar isso no contracheque”, disse o político no momento em que  cobrava atenção do governo quanto a benefícios que militares não recebem, como Auxílio Moradia e Auxílio Transporte.
Jair Bolsonaro e seu filho tocaram em pontos relacionados à segurança nacional e salário dos MILITARES, MST(fobia) etc. Assistam o vídeo, é interessante.
Foi mencionado que um soldado sobrevive com menos de um salário mínimo… Foi mencionada também a evasão de oficiais e sargentos… estão abaixo do limite.

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A resposta do MINISTRO foi digna de quem não tem capacitação alguma para ser MINISTRO da DEFESA. Wagner começa dizendo que nada entende de inteligência. Como se não tivesse assessores e não tivesse o dever de estar ciente de todos os meandros do cargo que ocupa.
   Jaques Wagner, respondendo sobre a segurança para as olimpíadas, disse que nem a FRANÇA conseguiu evitar um atentado. Ele disse: “agora… eu insisto… eu imagino que todos nós imaginamos que a frança tem um sistema de inteligência bastante avançado, e nem por isso conseguiu evitar aquele terror que foi o jornal.. que aconteceu no meio de Paris… mas é obvio que a gente tem que se proteger…
Fonte > sociedademilitar
Revista Sociedade Militar – Robson A.D.Silva

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Desastre: Ministro diz que cortes podem eliminar até 50% do orçamento da Defesa

Roberto Lopes

Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa
Gripen seção frontal - foto Saab
Seção frontal de um caça Gripen; aeronave foi considerada pelo ministro da Defesa do Brasil
como programa estratégico a ser mantido
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, informou pessoalmente aos três comandantes militares, na semana passada, que o corte no orçamento de sua Pasta deverá ser de até 50%.
O contingenciamento das verbas será feito pela chamada Junta Orçamentária, que estuda o ajuste fiscal considerado imprescindível pela área econômica do governo. A Junta é composta pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil da Presidência da República.
De acordo com um relato dessa reunião obtido pelo Poder Aéreo, Wagner forneceu um detalhe que assustou seus interlocutores.
Iveco VBTP Guarani -Omar-Freira-Imprensa-MG
Blindado Guarani: despriorizado?
Ele revelou que tentará manter em sua integralidade, pelo menos, os recursos reservados aos programas considerados (ou que ele considera) mais estratégicos para o país, mencionando – apenas – “o PROSUB” (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), que cuida da construção, em Itaguaí (RJ), dos navios classe Scorpene, e “o F-X2” – referência ao projeto de aquisição pela Força Aérea Brasileira (FAB) de 36 caças suecos Gripen NG.
No Ministério da Defesa restaram, depois desse encontro, muitas dúvidas.
O fato de o ministro não ter citado o PROSUPER (Programa de Obtenção de Meios de Superfície), o jato cargueiro Embraer KC-390 e o (blindado sobre rodas) Guarani entre os chamados programas “mais estratégicos” quer dizer que esses projetos serão paralisados. Ou será que tudo não passou de um lapso de memória do ministro?

Defesa Aérea
A-1M - esquadrão Adelphi recebe segunda unidade modernizada - foto FAB
A-1M do Esquadrão Adelphi, sediado na base aérea de Santa Cruz (RJ)
Nos últimos dias, os comandantes da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, e da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira, já haviam sido notificados por seus assessores de que a falta de recursos ameaça diretamente o prosseguimento dos diversos programas de modernização das aeronaves que constituem o escudo de Defesa Aérea do país.
Dos 45 jatos de ataque A-1, da FAB, só três puderam ser atualizados, até agora, para o padrão A-1M.
A primeira e mais extensa etapa do programa de modernização dos caças F-5E – referente a 46 aeronaves – ficou pronto há algum tempo, mas resta concluir o serviço em um lote de 11 aeronaves – oito monoplaces e três biplaces – recebidas dos estoques da Força Aérea Jordaniana.
Esses aviões receberão o radar Grifo, mostradores digitais multifuncionais a cores e um novo HUD holográfico, além de uma suíte de contramedidas eletrônicas (para despistar mísseis inimigos), computadores de missão e sistema OBOGS, de geração de oxigênio a bordo.
AF-1 células
células de AF-1 armazenadas em Gavião Peixoto (SP).
A foto é de novembro de 2014

Nas instalações da Embraer no município de Gavião Peixoto (SP), estão armazenadas 12 células de caças-bombardeiros AF-1 (A-4K/KU Skyhawk) do Esquadrão VF-1 Falcão, da Marinha, à espera de uma remodelação a cargo da companhia paulista. A primeira aeronave deveria ser entregue até o fim deste ano, mas isso, hoje, é incerto.
O Poder Aéreo apurou que a FAB está inclinada a modernizar um número menor de jatos A-1. Todas essas notícias ruins referentes à modernização dos aviões de combate vão representar perda de receita para a Embraer, e, de forma inexorável, impactar negativamente os resultados financeiros da empresa.
Na Marinha a tendência, no período 2015/2016, é transferir para a reserva (desativar) um número maior de navios, como forma de alavancar uma economia nos gastos de manutenção com as unidades da Esquadra. Providência essa que poderá alcançar, até mesmo, a flotilha da Força de Submarinos.
KC-390 - foto divulgação Embraer
KC-390: prejuízo para a Embraer?
Fonte > Poder Aéreo/montedo.com

sexta-feira, 1 de maio de 2015

8 maneiras de economizar para a educação do seu filho

DICAS POUPANÇA COLÉGIO

Por Daniel Boylan, Instrutor de Finanças, Ball State University

Este post foi publicado originalmente 19 de agosto de 2014 na  América Salva  blogue

Um dos objetivos mais importantes para os pais é encontrar uma maneira de ajudar a pagar a educação de seus filhos.
Embora a maioria dos pais não podem pagar a conta inteira, em média, os pais vão pagar cerca de um terço dos custos da faculdade. Dado que pode haver mais do que uma criança, essa tarefa é ainda mais complicada. 

Com o aumento dos custos de matrícula, como é um pai para vir para cima com fundos adequados para o seu filho? Sugiro que começar cedo é a melhor opção para que os fundos têm uma chance de crescer e tempo para  compor . Realmente a tarefa mais importante é começar. Sim, só para começar. Demasiadas vezes, as situações ou contas correntes nos dar uma razão para não começar - e nós procrastinar, mas a melhor opção é se comprometer a iniciar. Encontrar "dinheiro grátis" também é primordial. Livre dinheiro é dinheiro que não está já comprometida ou alocado. 

Aqui estão algumas sugestões sobre como construir poupança para a educação:

Configurar uma conta específica que é separado do outro dinheiro; Isso garante que esse dinheiro não se misturam com outro dinheiro "itens desejados".
Coloque suas economias em uma instituição financeira que você raramente usa ou que é inconveniente de retirar-se; isso vai eliminar o potencial de um impulso retirar.
Deduzir automaticamente uma quantidade - não importa quão pequena - do seu salário para garantir a conta vai continuar a crescer.

Destinar o dinheiro especiais, tais como os reembolsos de impostos, cheques de restituição, ou dinheiro do bônus, para complementar a conta. Muitas vezes, esse dinheiro não é contabilizada no orçamento familiar e pode ser facilmente guardado.
Considere um trabalho especial (freelance, a tempo parcial, etc.) onde o dinheiro ganho pode ir diretamente para a educação conta poupança.
Mantenha um frasco da moeda para a mudança de reposição e depositá-lo na conta quando estiver cheia.
Considere uma venda de garagem anual para limpar sua casa e ganhar um pouco de dinheiro extra com a venda de itens não utilizados ou indesejados.

Considere chutar um mau hábito e dedicar esse dinheiro para poupança de educação do seu filho.
Você ficaria surpreso com o quão rápido irá acumular dinheiro para a adopção de alguns ou todos esses itens em um plano de poupança. A maioria desses itens são projetados para não forçá-lo a mudar o seu orçamento atual ou fazer uma grande sacrifício.
 Depois de dinheiro começa a se acumular, haverá uma energia positiva que irá incentivar ainda mais economia.

Escrito por Guest Blogger
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domingo, 19 de abril de 2015

Armas para a defesa trazem bom lucro ao País

Editorial
Desde que a Empresa Brasileira de Aeronáutica, a Embraer, foi criada e, depois, privatizada, ela só tem dado lucro ao Brasil. O Super Tucano é o avião de treinamento e de ataque ao solo vendido para várias forças aéreas de outros países com sucesso. No entanto, além de abastecer as necessidades principalmente do Exército brasileiro, até alguns anos totalmente dependente das importações, hoje em dia as indústrias de armamento para defesa têm dado bons lucros ao País. Na contramão da balança comercial brasileira, que registrou no ano passado o primeiro resultado negativo desde o ano 2000, com déficit de US$ 3,9 bilhões, a exportação de produtos da indústria de defesa e segurança do Brasil cresceu no ano passado 38%.

As exportações dos equipamentos de defesa saltaram de US$ 2,6 bilhões em 2013 para US$ 3,6 bilhões em 2014. E a expectativa para 2015 da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde) é de que este número cresça no mesmo ritmo.
Para ajudar a incrementar o mercado de negócios nesta área, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, está no Rio de Janeiro. É lá que se realiza, até esta sexta-feira, a 10ª edição da Latin America Defence & Security 2015 (LAAD), maior e mais importante feira do setor de defesa e segurança da América Latina. A indústria de defesa significa mais soberania e desenvolvimento tecnológico industrial, e é importante para agregar tecnologia não apenas no setor, mas também com a transferência para uso civil.
É que boa parte dos produtos desenvolvidos para as Forças Armadas também podem ser usados pela população em geral, porque são importantes para o desenvolvimento da indústria em geral. É que tudo o que se pesquisa, seja na Marinha, no Exército ou na Aeronáutica, acaba servindo de base tecnológica.

Os materiais de defesa têm alto valor agregado e alimentam vasta e diversificada cadeia produtiva. Nesta 10ª edição da LAAD estão mais de 700 expositores nacionais e internacionais, em três pavilhões do Riocentro. Uma das novidades que o setor espera que ajude a impulsionar as exportações vem da área de radares. A expansão da empresa brasileira Iacit, que firmou parceria com a israelense IAI-Elta, vai trazer para o Brasil o primeiro radar oceânico, que poderá ter importância estratégica durante a Olimpíada do ano que vem e que será utilizado pela Marinha.
Além de monitorar as condições climáticas e a superfície dos oceanos, ele ajuda a fazer o controle da poluição e prever os riscos ambientais em eventos como tempestades e tsunamis. Na exposição, também são apresentados novos vants que serão úteis para a segurança na realização dos Jogos Olímpicos. O visitante conhece projetos como o que prevê a construção de um submarino a propulsão nuclear e quatro submarinos convencionais; o sistema de monitoramento de fronteiras; o carro de combate Guarani; o avião cargueiro KC 390 e o H-XBR, que trata da fabricação de 50 helicópteros que servirão à presidência da República e às Forças Armadas.

Na feira, as pessoas podem ainda verificar um veículo blindado antimotim, fabricado pela Quartzo Engenharia de Defesa, em colaboração com a empresa de Israel-BAT, ou conhecer uma empresa como a Safety Wall, que converte portas convencionais em blindadas. Como se sabe, armamentos, desde muitos séculos, acompanham todas as sociedades e o Brasil é muito extenso para ficar desprotegido. E, como diziam os romanos, "se queres paz, prepara-te para a guerra".

Fonte Jornal do Comércio/montedo.com

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Brasileiro fala de guerra pelos EUA e diz que conheceu 'sniper americano'

Militar com nacionalidade americana serviu às Forças Armadas por 20 anos.

Ele afirma que esteve em operações com Chris Kyle, que inspirou filme.


Daniel Corrá
Do G1 Vale do Paraíba e Região
Entre tantas tatuagens no braço direito do brasileiro Francesso Tessitore, duas chamam atenção: o nome "US Marine", que demonstra devoção a um dos ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos, e um tributo ao maior franco-atirador da história do país, Chris Kyle, conhecido por deixar 160 inimigos mortos em operações de guerra.
A tatuagem de caveira no corpo do militar é símbolo da história de Kyle, retratada no filme "Sniper Americano" (2014). O brasileiro, inclusive, afirma ter conhecido o atirador em Fallujah, cidade palco de um dos conflitos mais sangrentos durante a Guerra do Iraque.
“Tive a oportunidade de conhecer Chris Kyle, porque ‘limpávamos’ [varredura em busca de inimigos e para proteção de civis] Fallujah e tínhamos que saber onde estavam os snipers. Nós tivemos uma reunião e conheci ele, de bater um papo mesmo. Foi bem no comecinho da carreira dele também”, afirma. A batalha em Fallujah foi a primeira do atirador americano e é uma das principais cenas do longa-metragem, vencedor do Oscar por melhor direção de som neste ano.
Segundo ele, a homenagem ao "sniper" foi motivada pela importância do trabalho dele para os militares americanos em campo de batalha. Kyle foi morto em 2013, pelas mãos de um fuzileiro naval, quando estava em processo de recuperação do período pós-guerra. “A morte dele nos afetou muito. Tivemos muitos amigos, às vezes até eu mesmo, que foram salvos por ele”, lembra o brasileiro.

Trajetória
Por sonho, brasileiro foi à guerras pelas Forças Armadas dos EUA  (Foto: Reprodução/ TV  Vanguarda)
Apesar de ter nascido em São Paulo, Tessitore passou a infância em São José e, desde pequeno, tinha o sonho de servir às Forças Armadas dos EUA. No início da década de 1990, ele deixou o Brasil para tentar se alistar no serviço militar americano. Mais de 20 anos depois, acumula combates no Iraque e no Afeganistão pelas tropas americanas. “Como você vai correr atrás dos seus sonhos sem recursos para isso? O Brasil não me oferecia nada disso. Meu sonho era ser Marine e ponto”, afirma.
Para ingressar no US Marine, entretanto, ele conta ter passado por um processo rigoroso. Vivendo nos Estados Unidos, Tessitore se casou com uma americana e se alistou na infantaria do país, quando a legislação era menos rigorosa para o ingresso de estrangeiros.
Seis anos anos depois, ele renunciou à cidadania brasileira e adquiriu de vez a cidadania americana, conseguindo assim, servir ao "US Marine". "Desde o ataque terrorista às Torres em 2001, mudou muita coisa para o ingresso nas Forças Armadas e as leis federais na área de imigração continuam mudando", explica.

Emocional
De acordo com Tessitore, os treinamentos intensos das Forças Armadas têm o objetivo de eliminar o inimigo durante a guerra. Para ele, qualquer tipo de hesitação em campo de batalha pode comprometer uma operação inteira. "Somos treinados para matar. Estamos lá pelos nossos companheiros, para salvar a vida de quem está do nosso lado. Depois nós fazemos a parte humanitária no local, mas o inimigo está ali e temos que repeli-lo”, diz o militar.
Após deixar os combates em 2013, o brasileiro enfrentou depressão, como muitos outros americanos que serviram ao país. "No pós-guerra, você volta para casa e fica desligado do mundo, não consegue sair para fazer uma compra porque fica com medo. Descobri com ajuda que o medo que eu sentia era porque essa realidade de vivenciar a guerra não era mais minha", afirma ele, que acabou se separando da esposa durante o período.

À esquerda, Chris Kyle em foto de 2012, e, à dir., Bradley Cooper em 'Sniper americano' (Foto: Paul Moseley/The Fort Worth Star-Telegram/AP e Divulgação)
Hoje, Tessitore conta que faz parte do setor de operações sigilosas das Forças Armadas nos Estados Unidos. Recentemente, voltou a São José dos Campos, onde se casou com uma brasileira que se mudará com ele para os EUA nos próximos meses.
Mesmo deixando os campos de batalha, as marcas da guerra seguem presentes no corpo forte do militar. Entre a caveira em homenagem ao sniper e o nome do "US Marine", está uma das mais significativas: o número 14 em algarismos romanos, em referência ao total de companheiros que Tessitore perdeu na guerra. Entre tantas batalhas vencidas, é justamente esta a derrota mais significativa de Tessitore com as tropas americanas.

Fonte > G1/montedo.com

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Brasil é 22ª potência militar do planeta.

As 25 maiores potências militares do planeta em 2015

Forças armadas poderosas

Militares dos EUA
São Paulo – O Global Firepower Index (GFP) é uma pesquisa anual que avalia as forças armadas de 160 países e produz um ranking para elencar quais delas são as mais poderosas do mundo.
A edição 2015 deste estudo analisou 50 diferentes fatores no contexto de cada um dos países, sem incluir, contudo, números sobre a capacidade nuclear de um país ou a relevância do seu poderio militar no contexto internacional.
EXAME.com compilou em tabelas alguns dos dados investigados pelo GFP nos 25 países que se encontram no topo da lista. Confira abaixo e, em seguida, veja nas imagens quais são as maiores potências militares do mundo em 2015:


Pontuação geral no índiceA pontuação 0.000 é considerada a nota máxima.
Orçamento para DefesaSão os fundos alocados pelo governo para a manutenção e o fortalecimento dos sistemas de Defesa.
Mão de obra militar pronta para batalhaNúmero de militares disponíveis para envio imediato na ocasião de um combate.
Poder terrestreInclui a quantidade de tanques do Exército daquele país.
Poder aéreoContabiliza o número de aeronaves da Aeronáutica.
Poder navalCompreende diferentes navios de guerra que fazem parte da Marinha.
Soldado do exército dos EUA

1º Estados Unidos

Pontuação geral1.166
Orçamento para Defesa577 bilhões de dólares
Mão de obra militar pronta para batalha1,4 milhão de pessoas
Poder terrestre8.848
Poder aéreo13.892
Poder naval473
Exército russo

2º Rússia

Pontuação geral0.1868
Orçamento para Defesa60 bilhões de dólares
Mão de obra militar pronta para batalha766 mil pessoas
Poder terrestre15.398
Poder aéreo3.429
Poder naval352
Exército da China

3º China

Pontuação geral0.2341
Orçamento para Defesa145 bilhões de dólares
Mão de obra militar pronta para batalha2,3 milhões de pessoas
Poder terrestre9.150
Poder aéreo2.860
Poder naval673
Exército da Índia

4º Índia

Pontuação geral0.2695
Orçamento para Defesa38 bilhões de dólares
Mão de obra militar pronta para batalha1,3 milhão de pessoas
Poder terrestre6.464
Poder aéreo1.905
Poder naval202
Militares do Reino Unido

5º Reino Unido

Pontuação geral0.2743
Orçamento para Defesa51,5 bilhões de dólares
Mão de obra militar pronta para batalha147 mil pessoas
Poder terrestre407
Poder aéreo936
Poder naval66
[...]
6º - FRANÇA
7º - COREIA DO SUL
8º - ALEMANHA
9º - JAPÃO
10º - TURQUIA
11º - ISRAEL
12º - INDONÉSIA
13º - AUSTRÁLIA
14º - CANADÁ
15º - TAIWAN
16º - ITÁLIA
17º - PAQUISTÃO
18º - EGITO
19º - POLÔNIA
20º - TAILÂNDIA
21º - VIETNÃ
22º - BRASIL

Pontuação geral0.7063
Orçamento para Defesa34 bilhões de dólares
Mão de obra militar pronta para batalha327 mil pessoas
Poder terrestre486
Poder aéreo749
Poder naval113
Militares do Brasil
23º - IRÃ
24º - SUÉCIA
25º - UCRÂNIA
EXAME/montedo.com